Programação de maio do Cineclube Pitangueira

O Cineclube Pitangueira exibe em Maio filmes que contemplam a relação do cinema e seu público. Serão encontros com cinéfilos e cineclubistas de todo o Brasil e do Mundo, mostrando as diferentes formas de exibir, assistir, discutir e amar a arte cinematográfica. Sessões sempre regadas a grande filmes e boas conversas após a exibição.

Todos serão bem vindos!

terça 08 MAIO 2012 | 20h

 Diálogos

Coletivo Pão com Ovo
Doc|2006|37’

Em comemoração ao Dia Internacional do Público e do Cineclubismo que acontece no dia 10 de maio, iremos exibir o documentário Diálogos que consiste em uma série de 3 vídeos  sobre o movimento cineclubista no Brasil e no mundo. Os vídeos foram captados e realizados simultaneamente à 26ª Jornada Nacional de Cineclubes e ao 2º Encontro Ibero-americano de Cineclubes, ocorridos na cidade de Santa Maria-RS entre os dias 10 e 16 de julho de 2006.

Os três curtas consistem em:

O que é cineclube? (12 min): Por meio de depoimentos de diversos cineclubistas, o documentário busca responder a pergunta em questão, conceituando a atividade e toda a sua gama de relações.

Toda a forma é cinema (14 min): Apresenta as propostas de alguns cineclubes espalhados pelo país, mostrando as mais variada formas de se fazer cineclube.

Movimento (13 min): Mostra os principais assuntos que pontuam as discussões em torno do movimento cineclubista no país e no mundo.

Os três curtas tem direção e produção do coletivo Pão com Ovo (Amarello Rodrigues, Bruno Borges Kieling, Daniel Petry, Frederico Maximiano, João Gabriel Danezi Morisso, Luísa Copetti, Marcelo Engster) e conta com trilha de Gerson Rios Leme. Além disso, compõe a equipe de apoio Renato Ortiz, Diego Godoy, Bruno Cirolini, Ricardo Lampert, Lucas Piovesan e Vinicius Gottin.

terça 15 MAIO | 20h

Cinema Paradiso de Giuseppe Tornatore          FIC|1988|123’

A forma como Giuseppe Tornatore manipula a história para pegar o pano de fundo e contar a vida de Salvatore De Vita, ou Totó, um menino que se apaixona pelo cinema da pequena cidade de Giancaldo, na Sicília, e inicia uma amizade com Alfredo (Philippe Noiret), o projetista do cinema, que mudará para sempre sua vida.

Era uma vez um rei que fez uma festa na qual estavam as princesas mais bonitas do reino. Um soldado que estava de guarda viu passar a filha do rei. Era a mais bonita de todas, e ficou logo apaixonado, mas o que podia fazer um pobre soldado em relação à filha do rei? Por fim, um dia conseguiu encontrá-la e disse-lhe que não podia mais viver sem ela. A princesa ficou tão comovida por aquele forte sentimento que disse ao soldado: “Se conseguir esperar 100 dias e 100 noites debaixo da minha janela, acabarei sendo sua”. O soldado foi logo para lá e esperou um dia, dois dias, dez, e depois vinte. E toda a noite, a princesa controlava pela janela, mas ele nunca se movia. Podia chover, ventar, nevar, que ele continuava lá. Os pássaros sujavam a cabeça dele, as abelhas comiam-no vivo, mas ele não se movia. Depois de 90 noites, estava emagrecido, esbranquiçado, as lágrimas lhe caíam rosto abaixo sem poder segurá-las porque nem forças para dormir ele tinha. Entretanto, a princesa ficava olhando para ele. E na 99ª noite, o soldado se levantou, pegou sua cadeira e foi embora.

O cineasta deixa para revelar tudo somente no final, mas não como suspense, mas para o espectador ir se tornando íntimo da vida de Totó, descobrindo mais sobre aquele personagem frio, que era uma criança adorável, cheia de vida e muito inquieta, que não deixava Alfredo em paz, e muito menos o Padre Adelfio (Leopoldo Trieste), que controlava o cinema e censurava todas as cenas de beijo, para desespero dos cinéfilos da cidade.

terça
22 MAIO 2012 |20h

Nós que nos Amávamos Tanto

de Ettore Scola
FIC|1974|120’

“Aviso, o Gianni vai mergulhar no fim desta história que teve início há 30 anos”.

Gianni Perego (Vittorio Gassman), Antonio (Nino Manfredi) e Nicola Palumbo (Stefano Satta Flores) são três amigos. Gianni é advogado e ambicioso, um burguês, Antonio, enfermeiro e sonhador, um proletário, Nicola um cinéfilo revolucionário e crítico, um intelectual. Em comum a paixão pela mesma mulher, Luciana (Stefania Sandrelli).
“Eu sou contrário à amizade! É uma panela entre poucos, uma cumplicidade anti-social!”

Passados pela história da Itália, de 1945 a 1975, o filme percorre a vida desses três amigos contando como a vida seguiu para cada um deles, chegando ao reencontro 30 anos depois. Scola usa de artifícios teatrais – as personagens às vezes dizem seus pensamentos em direção a câmera. E inovações sensacionais para a época – a cena em que o preto e branco dá vida ao colorido, separando o tempo na trama é lindíssima, e também o “congelamento” da cena, enquanto a personagem dialoga sozinha.

“Com porcaria e lixo, sim senhor. Isso nos faz reconhecer os verdadeiros inimigos da coletividade. Os próprios falsos defensores da graça, da poesia e do belo e de todos os outros valores hipócritas de vossa culta burguesia”.

Uma grande homenagem ao cinema italiano, a Frederico Fellini, que faz uma ponta, junto a Marcello Mastroianni, interpretando a si mesmos, refilmando a famosa cena na Fontana de Trevi para La Doce Vita (1960), e a Vittorio De Sica, a quem o filme é dedicado, e a sua grande obra Ladrões de Bicicleta (1948).

“Hoje posso até dizer que foi Ladrões de Bicicleta que traçou o curso de toda minha vida futura”.

Mais uma vez, Armando Trovajoli nos entrega uma trilha inesquecível. Sua parceria com Ettore Scola pode e deve ser tão celebrada quanto a de Ennio Morricone eSergio Leone.

“Viver como gostamos custa pouco porque não se paga com algo que não existe, a felicidade!”

terça 29 MAIO 2012| 20h

CAMINHOS DO CINECLUBISMO

concepção fílmica DIOMÉDIO PISKATOR
DOC|2008|76’

Caminhos do movimento cineclubista, que foi escola de cinema para a formação de gerações de cineastas do mundo todo e que, no Brasil, completa 80 anos de vida, graças a um grupo de amigos amantes do cinema que, em 1928, fundou o Chaplin Club, no Rio de Janeiro. De lá pra cá, o cineclubismo passou pelo brilhantismo de Paulo Emilio Salles Gomes, com o Clube de Cinema de São Paulo e, depois, a Cinemateca Brasileira; pela repressão política imposta pelos militares de plantão, nas décadas de 1960, 1970 e metade de 1980, com a perseguição, a censura e o fechamento de cineclubes. A organização política do movimento. O marasmo e o quase falecimento nos anos de 1990, enquanto organização. Já nos anos 2000, a reorganização, a revitalização das salas, a adaptação às novas tecnologias – e rumo ao grande encontro comemorativo de 2008.

Onde: Cineclube Pitangueira. Casa das Máquinas. Praça Bento Silvério, Lagoa da Conceição. Florianópolis.
Quanto: gratuito

CONTATOS

O QUE: Programação de Maio Cine Pitangueira CINEMA E PÚBLICO.

QUANDO: todas as terças-feiras de maio, sempre às 20h

ONDE: Cineclube Pitangueira – Casa das Máquinas – Praça Bento Silvério, Lagoa da Conceição

QUANTO: Entrada franca e livre

UMA REALIZAÇÃO: Cinemateca Catarinense, Prefeitura. Municipal de Florianópolis, Funcine, Fundação Franklin Cascaes – Casa das Máquinas

CONTATOS:

Cinemateca Catarinense (48) 3224.7239

Casa das Máquinas (48) 3232.1514

cinepitangueira@gmail.com

contato@cinematecacatarinense.org

casadasmaquinaslagoa@gmail.com

www.cinematecacatarinense.org

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