Abertas inscrições para oficina gratuita sobre curadoria de mostras e festivais de cinema



Uma oficina gratuita, focada em curadoria de mostras e festivais de cinema, é uma das atividades da programação que vai comemorar os 26 anos da Cinemateca Catarinense. A proposta da oficina, que acontece entre 5 e 9 de junho, das 14 às 18 horas, na Sala Lindof Bell, no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, é valorizar o trabalho do organizador/curador de festivais e mostras cinematográficas que tenha preocupações com a pesquisa histórica, com a formação de acervos e com a crítica, para além do trabalho de exibição dos filmes.

Ministrantes:

Alejandra Trelles, coordenadora de difusão da Cinemateca Uruguaia e curadora do Festival Internacional de Cinema de Montevidéu.
Daniela Giovana Siqueira, do Centro de Documentação da Cinemateca Brasileira (Bacharel em Comunicação, com Mestrado em História)
Fausto D. Correa Jr, da Cinemateca Catarinense (Doutor em História, autor do livro: A Cinemateca Brasileira: das luzes aos anos de chumbo. São Paulo: Editora Unesp, 2010.)

Inscrições:

A oficina, que oferece 30 vagas, terá carga horária de 20 horas. As inscrições ficam abertas até 30 de maio. Para inscreverem-se, os interessados devem enviar email para contato@cinematecacatarinense.org com os seguintes dados: nome completo, data de nascimento, profissão, formação, telefone residencial, celular e para contato, entidade em que trabalha ou estuda. No assunto, devem colocar Inscrição para Oficina da Mostra 26.

Mais sobre a oficina:

A oficina vai abordar temas como: publicações de cinema, preservação, curadoria, história do cinema e estética cinematográfica, chegando aos programas promovidos pelas cinematecas a partir de conhecimento histórico anterior. A ideia é enfatizar que a curadoria desses programas vai além do gosto pessoal do individuo, sendo muito mais resultado do trabalho de uma instituição preocupada com a pesquisa e o valor estético/ sociológico dos materiais, bem como em seu posicionamento político frente ao cinema.

Trata-se basicamente da ideia de uma curadoria de cinemateca que, em uma situação ideal, não só tem acesso a acervos e a centros de documentação para a realização de seu trabalho, como também trabalha diretamente sobre tais coleções. Será ressaltado, contudo, que não é necessário ter acervo e cumprir tarefas de preservação para pensar e trabalhar desse modo no campo da difusão. Festivais compostos por filmes contemporâneos e/ ou mostras históricas e/ ou retrospectivas não se excluem, pelo contrário: a chave é não confundir acesso com difusão, sendo que o último alia acesso à pesquisa e à crítica, não importando o conteúdo da mostra, ciclo ou festival. Trata-se de um modelo de difusão que pode (e mesmo deve) se espelhar no trabalho das cinematecas, da crítica e de pesquisadores, e não “apenas” na divulgação da produção contemporânea.

Metodologia:

Os trabalhos da oficina serão divididos em exposições teóricas e atividades práticas com os inscritos. Primeiramente serão abordadas questões pertinentes ao debate sobre os conceitos de difusão de cultura cinematográfica e as noções de acesso e curadoria. Num segundo momento, de como entender os conceitos na prática cotidiana da curadoria.

A abordagem teórica – que ocupará os dois primeiros dias da oficina – estará dividida em:

1) A gramática da memória: lembrança, esquecimento e historicidade cinematográfica
A discussão tem por princípio estabelecer a presença desses dois duplos: a lembrança e o esquecimento, nas práticas diárias da memória, e seu impacto sobre a construção do imaginário social.

2) O público nosso de cada dia: para quem fazemos?
Aqui o objetivo é deslocar o olhar para uma perspectiva de educação do público, buscando a possibilidade de encontro com novas práticas no interior das ações de difusão cinematográficas.

Nos três dias seguintes, os debates e atividades estarão voltados para a prática das ações de curadoria e organização de mostras e festivais, tendo por objetivo favorecer a identificação dos principais aspectos que caracterizam os processos de distribuição, exibição e comercialização do cinema. Os conteúdos desenvolvidos dentro do programa serão ligados, por exemplo, aos modos de fomento e às fontes de financiamento do audiovisual em geral, e dentro dos festivais em particular; à distribuição audiovisual, vias, características e modos de funcionamento, bem como os aspectos jurídicos e comerciais críticos no campo da distribuição de filmes. Por último, dentro do tema da exibição, serão aspectos conceituais da exibição não-comercial com finalidades culturais e a pertinência dos festivais de cinema.

***A MOSTRA 26 é uma realização da Cinemateca Catarinense. Co-realização: Museu da Imagem e do Som de SC – MIS. Apoio: Cinemateca Brasileira e Cinemateca Uruguaia. Patrocínio: Funcultural e Secretaria de Estado do Turismo, Cultura e Esporte – SOL.


Mais informações:
Cinemateca Catarinense (48) 3224.7239


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