Mostra 26 celebra aniversário da Cinemateca Catarinense

De 4 a 10 de junho, a sala de exposição do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS), no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, será palco da celebração dos 26 anos da Cinemateca Catarinense. Em cartaz: Mostra 26. Todos estão convidados para momentos de exibição, reflexão e debates.

A Mostra 26 se divide em dois eixos. A mostra principal, exibida em vídeo, será uma homenagem ao grupo responsável pela propagação dos ideais da arte moderna em Santa Catarina: o Grupo Sul. Membros do grupo eram também responsáveis pelo Clube de Cinema do Círculo de Arte Moderna (também conhecido como Clube de Cinema de Florianópolis) e mantinham a publicação regular de textos sobre cinema no “órgão oficial” do Grupo, a revista modernista Sul (30 números, entre 1948 – 1957). A programação da mostra principal tenta ser uma síntese do debate sobre cinema em foco na revista.

No que dizia respeito aos possíveis modelos de desenvolvimento para o cinema no Brasil, os debates da época, nos quais o Grupo participava, se dividiam entre os defensores da comédia popularesca/musical produzida pela Atlântida, no Rio de Janeiro, e os partidários do modelo de desenvolvimento industrial capitaneado pela Cia. Cinematográfica Vera Cruz, em São Paulo.

Era, sem dúvida, nessa última corrente que os membros do grupo desejavam se integrar naquele momento. Daí a presença na programação da Mostra 26 de filmes como Floradas na Serra (1954), Caiçara (1950), Terra é sempre terra (1951), Na senda do crime (1954) e Apassionata (1952), representantes da linha mais “séria” de filmes da Vera Cruz, com filmes mais dramáticos, cujas preocupações estéticas estariam, supostamente, mais próximas daquelas do afamado diretor artístico da companhia, o cineasta Alberto Cavalcanti.

Contudo, o foco dos cinéfilos catarinenses não se restringia a estes aspectos da cinematografia brasileira que lhes era contemporânea. Eles estavam atentos também ao desenvolvimento de correntes do cinema europeu – particularmente do cinema italiano e do cinema francês, e dos ecos dessas correntes no Brasil. Daí o entusiasmo de Salim Miguel, um dos principais expoentes do Grupo, com o filme de Nelson Pereira dos Santos, Rio 40º (1955), bem como o de Antônio da Silva Filho para com o filme gaúcho Vento Norte, de Salomão Scliar (1951).

Atribui-se também à atenção dispensada pelo grupo Sul ao cinema moderno a existência de alguns outros temas envolvendo uma cinematografia estrangeira em pauta no movimento cineclubista mundial, como as vanguardas européias da década de 1920, igualmente representadas na programação pelo filme L’Atalante (1934), de Jean Vigo. Outros textos da revista foram utilizados para compor a programação, como um artigo de Marcos Faria sobre os primeiros filmes de Stanley Kubrick e, também, o texto de Glauco Rodrigues Corrêa sobre o cinema japonês dos anos 50.

A diversidade da programação reflete um projeto de cinema em pauta na revista Sul. Havia esperança de que o cinema da Vera Cruz – muito por conta de Cavalcanti – pudesse levar e abrir caminhos para a cinematografia brasileira como um todo, tanto para os caminhos da industrialização, como para perto do cinema moderno, de preocupações mais sociológicas, políticas e estéticas.

* * *

Sessão 35

A segunda mostra do evento será dedicada ao cinema catarinense, em um panorama sintético da produção de curtas-metragens do Estado. A mostra será realizada com projeções em 35mm, formato original dos filmes programados, que são parte do acervo do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS).

***

Oficina sobre curadoria de mostras e festivais de cinema

Durante a mostra também será realizada uma oficina gratuita, focada em curadoria de mostras e festivais de cinema. Os ministrantes são Alejandra Trellescoordenadora de difusão da Cinemateca Uruguaia e curadora do Festival Internacional de Cinema de Montevidéu; Daniela Giovana Siqueira, do Centro de Documentação da Cinemateca Brasileira (Bacharel em Comunicação, com Mestrado em História), e Fausto D. Correa Jrda Cinemateca Catarinense (Doutor em História, autor do livro: A Cinemateca Brasileira: das luzes aos anos de chumbo. São Paulo: Editora Unesp, 2010).

***Confira a programação da MOSTRA 26, com entrada franca em todas as sessões:

Segunda-feira, 04/06:


19 horas:
Sessão 7
Floradas na Serra (1954, BRA, Luciano Salce)
Lucília, uma dama da sociedade paulista, repousa em Campos do Jordão quando é surpreendida pelo diagnóstico de tuberculose. Obrigada a seguir um rigoroso tratamento, ela resolve, depois de algum tempo, fugir. Na estação conhece Bruno, por quem se sente atraída e acaba perdendo o trem e retorna ao sanatório. Incentivada por seu médico decide levar brinquedos para crianças internadas em um sanatório público na região. Neste lugar reencontra Bruno, que também está em tratamento, dando início a uma série de encontros que desperta neles o amor. Olívinha, noiva do médico de Lucília, se envolve com Bruno enquanto a doença de Lucília se agrava. Após uma discussão, Bruno terá que fazer a sua escolha. Companhia produtora: Companhia Cinematográfica Vera Cruz S.A. Argumento e Roteiro: Fábio Carpi. Estória: Baseada no romance “Floradas na Serra” de Dinah Silveira de Queiroz. Direção: Luciano Salce. Identidades/elenco: Cacilda Becker, Jardel Filho, Ilka Soares, Miro Cerni, Sílvia Fernanda, Gilda Nery, Marina Freire, Lola Brah, John Herbert.

21 horas:
Sessão 35
L’amar (Sandra Alves, 2003)
Em 1983, um fenômeno conhecido como calmaria 88 fez com que duas mulheres em uma prancha de winsurf ficassem à deriva em alto-mar.


Abertura oficial da Mostra 26

***Apresentação do Grupo Pife na manga
Formado no final de 2010, na ilha de Florianópolis, por admiradores das manifestações da cultura popular brasileira, o grupo conta com cinco integrantes: dois pifeiros e três percussionistas, que apresentam um repertório de composições autorais.

Terça-feira, 05/06:

14 às 18 horas: Oficina sobre curadoria de mostras e festivais de cinema.


19 horas:

Sessão 7
Terra é sempre terra (1951, BRA, Tom Payne)
Sinopse: Na fazenda Paiol Velho, o capataz Tonico dirige tudo com mão de ferro. Casado com Lina, uma mulher muito mais jovem, trata-a com indiferença. Seu único interesse é conseguir dinheiro, roubando as colheitas da fazenda. Na cidade, a dona da plantação decide mandar seu filho, João Carlos Marcondes, jogador inveterado e mulherengo, para cuidar do único negócio que sobrou para a família. No vilarejo vizinho, conhece várias pessoas que atraem o jovem para o jogo. A jogatina faz com que o jovem coloque a fazenda à venda. Tonico se oferece para comprar-lhe a plantação e, assim, pagar-lhe as dívidas de jogo. Tonico celebra a compra e, durante uma festa, fica sabendo que sua mulher terá um filho de João Carlos, sofrendo com isso um ataque cardíaco. A nova proprietária assume, mas nem tudo está perdido para os Marcondes.Companhia produtora: Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Argumento: Abílio Pereira de Almeida. Roteirista: Alberto Cavalcanti; Guilherme de Almeida ; Abílio Pereira de Almeida. Estória: Baseada na peça teatral “Paiol velho” de Abílio Pereira de Almeida. Direção: Tom Payne. Elenco: Marisa Prado, Zilda Barbosa, Ruth de Souza, Eliane Lage, Abilio Pereira de Almeida, Mário Sérgio.

21 horas:
Sessão 35
Sorria você está sendo filmado (Chico Caprario, 2003)
Um filme inteiramente rodado sob o ponto de vista de câmeras de vigilância, em um roteiro espalhado nas ruas.


21h30:

Sessão 9 e 30
O grande golpe (1956, EUA – Stanley Kubrick)
Após sair da prisão, Johny Clay elabora um grande plano para um assalto que pode render a ele e a seus companheiros a soma de US$ 2 milhões. E o melhor: ninguém sairá ferido! O problema acontece quando o amante da esposa de um dos integrantes do grupo do assalto resolve se meter onde não é chamado. O filme apresentou, para sua época, uma grande inovação narrativa (não-linear) e rendeu a Kubrick ótimas críticas. Direção: Stanley Kubrick. Roteiro: Jim Thompson, Lionel White, Stanley Kubrick. Elenco: Joe Sawyer, Ted de Corsia, Marie Windsor.

Quarta-feira, 06/06:

14 às 18 horas: Oficina sobre curadoria de mostras e festivais de cinema.

19 horas:
Sessão 7
Caiçara (1950, BRA, Adolfo Celi)
Sinopse: Marina é filha de leprosos e vive num asilo, de onde é levada por Zé Amaro, um viúvo construtor de barcos em Ilhabela, onde passam a morar depois do casamento. Sua nova vida só lhe traz decepções: o marido vive de bebedeiras e ela é cobiçada pelos homens do lugar. Seu único conforto é o menino Chico, cuja avó, dona Felicidade, adepta a bruxarias, torna-se sua conselheira. Dona Felicidade, ex-sogra de Zé Amaro, diz que este matara sua filha. O drama do casal se intensifica quando Marina passa a ser perseguida por Manoel, sócio de seu marido, que tenta conquistá-la à força. Companhia produtora: Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Produção: Alberto Cavalcanti.Argumento: Celi, Adolfo. Roteirista: Alberto Cavalcanti; Adolfo Celi, Ruggero Jacobbi. Direção: Adolfo Celi. Identidades/elenco: Eliane Lage, Abílio Pereira de Almeida, Carlos Vergueiro, Mário Sérgio.


21 horas:
Sessão 35
Memórias de passagem (Marco Stroisch, 2011)
Mostra a rotina de Nilton, um cidadão sexagenário aparentemente comum, aposentado, viúvo, morador de uma capital que, embora comece a despontar como pequena metrópole, ainda conserva ares pacatos. Nilton se divide entre o jogo de dominós com os amigos na praça e o convívio doméstico com a filha e a neta. Isso é o que todos vêem. O que ninguém percebe é a fixação de Nilton por um certo livro. O que ninguém sabe é aonde ele vai nas tardes de terças e quintas-feiras. O que ninguém desconfia é que Nilton tem um passado

21h30: Mesa
O cinema dos anos 50: entre o clássico e o moderno
Debatedores:

Jair Tadeu da Fonseca

Possui graduação em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (1988), mestrado em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995) e doutorado em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais (2000). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Teoria da Literatura e Literatura Comparada, pesquisando principalmente os seguintes temas: cinema e literatura, cultura brasileira, literatura e outras artes, culturas latino-americanas e teoria da literatura.
Luiz Felipe Guimaraes Soares
Professor (adjunto 3) do Curso de Graduação em Cinema (Depto de Artes), além de professor e subcoordenador do Programa de Pós-Graduação em Literatura da Universidade Federal de Santa Catarina. Foi professor do curso de Graduação em Cinema e do Programa de Mestrado em Ciências da Linguagem da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). Doutorado em Letras (Inglês e Literaturas Correspondentes) pela UFSC (2001), com estágio na Wayne State University, com tese em torno da construção de imagens de identidade nacional (brasileira e americana) durante a Segunda Guerra, a partir do discurso em torno de Carmen Miranda. Mestrado em Literatura, também na UFSC (1996), com dissertação sobre Chico Buarque.
Mediador:
Fernando Boppré
Historiador e produtor cultural com atuação na área de museus, artes visuais e audiovisuais. Crítico e curador independente; roteirista e diretor cinematográfico. Bacharel e licenciado em História pela Universidade Federal de Santa Catarina, mestre em História Cultural pelo Programa de Pós-Graduação em História (UFSC).

**Lançamento do Catálogo da Mostra 26

Quinta-feira, 07/06:

14 às 18 horas: Oficina sobre curadoria de mostras e festivais de cinema

19 horas:
Sessão 7
Apassionata (1952 ,BRA, Fernando de Barros)
Na noite de sua consagração como grande pianista intérprete de ‘Appassionata’ de Beethoven, Sílvia Nogalis é surpreendida pela notícia do suicídio de seu marido, o famoso maestro Hauser. As suspeitas de assassinato recaem sobre Sílvia e Rogério, seu motorista particular, tendo a governanta da mansão do casal como a principal testemunha de acusação. Companhia produtora: Companhia Cinematográfica Vera Cruz S.A. Argumento: Chianca de Garcia. Roteirista: Agostinho Martins Pereira. Direção: Fernando de Barros. Elenco: Tonia Carrero, Anselmo Duarte, Alberto Ruschel,  Zbigniew Mariaw Ziembinski.


21 horas:
Sessão 35
Mulher Azul (Maria Emília de Azevedo, 2011)
Quando M. se isola na casa à beira da água, deixando para trás a cidade grande com seus movimentos e sobressaltos, está tentando parar o tempo de sua própria narrativa. Isolada, ela espera se aproximar das respostas que tanto procura. Não demora muito para que perceba que esta porção de tempo retirada do fluxo das horas apresenta suas próprias pulsões e movimentos internos: a planta que cresce, a lagarta que prepara o casulo, a água que pinga, o pássaro que se choca de encontro à vidraça – metáfora da fixidez do tempo que é capaz de conter o vento, mas não a luz.

21h30:

Sessão 9 e 30
L’Atalante (1934, FRA, Jean Vigo)
Jean, comandante de um barco comercial, e Juliette, uma linda moça de uma cidadezinha de província, se casam. Eles passarão sua lua-de-mel no barco Atalante, que irá até Paris. O Atalante é guiado pelo tarimbado e pitoresco marinheiro Tio Jules, que tem como ajudante um jovem desajeitado. Nessa viagem de barco, Jules e Juliette conhecerão a felicidade, a tristeza, o ciúme, a perda e o reencontro do amor. Direção: Jean Vigo Roteiro: Jean Vigo e Albert Riéra, baseado em roteiro original de Jean Guinée.. Elenco: Michel Simon (Tio Jules), Dita Parlo (Juliette), Jean Dasté (Jean), Gilles Margaritis (camelô), Louis Lefèvre (o garoto), Charles Goldblatt (o ladrão), Fanny Clar (mãe de Juliette), Raphaël Diligent (pai de Juliette), René Bleck, Gen Paul, Jacques Prévert, Pierre Prévert, Loutchimoukov.

Sexta-feira, 08/06:

14 às 18 horas: Oficina sobre curadoria de mostras e festivais de cinema

19 horas:
Sessão 7
O Cangaceiro (1953, BRA, Lima Barreto)
O cangaceiro Galdino e seu bando semeiam o terror pela caatinga nordestina. Com a intenção de pedir um alto resgate, Galdino rapta a professora Olívia, durante um assalto do grupo a um pequeno lugarejo. Teodoro, lugar-tenente do capitão Galdino, apaixona-se por Olívia, sendo prontamente correspondido. Impulsionado por seu amor, ele resolve libertar Olívia. Ajudado por um cangaceiro do grupo, Teodoro põe em ação seu plano de fuga. Furioso com a traição do seu camarada, Galdino tortura até a morte o cangaceiro cúmplice da fuga e coloca todo o grupo na caça aos fugitivos. Companhia produtora: Companhia Cinematográfica Vera Cruz S.A. Roteiro e Direção: Lima Barreto.Elenco: Alberto Ruschel, Marisa Prado, Miltom Ribeiro, Vanja Orico, Ricardo Campos, Adoniran Barbosa.


21 horas:
Sessão 35

Fritz (José Alfredo Abrão, 2010)
Fritz é um filme de curta-metragem inspirado na vida de um dos maiores cientistas da história do Brasil: o naturalista Fritz Müller. Este personagem veio da Alemanha para o estado de Santa Catarina em 1852, para viver na colônia de seu amigo, o doutor Blumenau. Seu trabalho de pesquisa da fauna e da flora catarinense foi fundamental para comprovar a teoria da Evolução, de Charles Darwin, com quem se correspondia.

21h30: Mesa
O cinema dos anos 50: entre o clássico e o moderno
Debatedores:
José Rafael Mamigonian
Graduou-se em Cinema na ECA-USP em 1995. Em 1996 fundou a Atalaia Filmes, empresa na qual vem desenvolvendo e realizando  projetos audiovisuais de cunho humanista, etnográfico, educativo e de pesquisa de linguagem. Trabalha como produtor, diretor e montador, tendo também já atuado como fotógrafo, operador de câmera, assistente de direção e finalizador em diversas produções independentes.
Lucian Chaussard
Graduado em Cinema e mestrando em Teoria Literária na UFSC, crítico das revistas Punctum e Contracampo, curador dos festivais Faça e Fam, produtor do programa “Narrativas” exibido na TVAL e editor de vídeo.

Mediador:
Fausto Douglas Correa Jr
Doutor em História pela UNESP, possui mestrado em História pela mesma instituição, publicado pela Editora Unesp com o título: A Cinemateca Brasileira: das luzes aos anos de chumbo (São Paulo: Unesp, 2010). Tem trabalho voltado para estudos sobre história da arte, particularmente cinema, sobre os conceitos de: cinemateca, cineclube e de instituição de arte. É estudioso da obra de Paulo Emilio Salles Gomes, e colaborador voluntário da Cinemateca Brasileira.

**Lançamento da 2ª edição da REVISTA LADO C


Sábado, 09/06:

14 às 18 horas: Oficina sobre curadoria de mostras e festivais de cinema.

19 horas:
Sessão 7
Na senda do crime (1954, BRA, Flamínio Cerri)
Sérgio é um rapaz ambicioso e acostumado ao ambiente rico e luxuoso em que vivem seus parentes próximos. Ele não se conforma em ser um funcionário do banco de seu tio e ter de lutar honestamente pelo padrão de vida que tanto deseja. Após um malogrado assalto à casa de seu tio, Sérgio identifica os ladrões (Osvaldo, André e José) e a eles se une visando o enriquecimento fácil. Juntos assaltam um rico palacete, levando dinheiro e um valioso colar. Sérgio, agora chefe do bando, fica com a jóia e deposita o dinheiro na conta de Jurema, irmã de um dos comparsas e por ele apaixonada. Ao mesmo tempo, disputa com um milionário o amor de Margot, uma vedete, a quem entrega o colar. A partir daí, a polícia tem uma pista para a captura de Sérgio e seu bando. Companhia produtora: Companhia Cinematográfica Vera Cruz S.A. Argumento e Roteiro: Flamínio Bollini Cerri; Fábio Carpi; Alinor Azevedo; Maurício Vasques. Direção: Flamínio Bollini Cerri. Elenco: Miro Cerni, Cleyde Yaconis, Silvia Fernanda,  Josef Guerreiro, Nelson Camargo, Salvador Daki.

21 horas:
Sessão 35
Beijos de arame farpado (
Marco Martins, 2009)
Veludo, um assaltante de segunda linha, reencontra o amor de sua vida, Cacos de Vidro, uma muambeira estonteante, que retorna de uma temporada de insucessos no Paraguai. Juntos iniciam uma série de crimes e logo se transformam em queridinhos da imprensa marrom. Dois policiais decadentes partem em seu encalço. O filme é a segunda parte da Trilogia da Paixão Marginal, um conjunto de três curtas-metragens que procura revisitar a cinematografia brasileira dos anos 70, iniciado com Veludo & Cacos-de-Vidro.


21h30:

Sessão 9 e 30
Filhos de Hiroshima (1952, JAP, Kaneto Shindô )
Obra-prima do cinema japonês. Um dos mais belos filmes já realizados na história do cinema, conta a vida de pessoas simples depois do horror da Segunda Guerra em Hiroshima. Kaneto Shindo ousou traduzir em imagens o horror da explosão da primeira bomba atômica no mundo. Shindo não explora a catástrofe. Mostra apenas que, em questão de segundos, toda a história humana pode mudar. Sem particularizar a tragédia, ele elege como guia dessa viagem a jovem professora Takakao (Nobuko Otowa), testemunha do que restou de Hiroshima. Mesmo em processo de reconstrução, a cidade já é uma entidade fantasma aos olhos da professora. Filmado em 1952, logo após o fim da ocupação americana, Filhos de Hiroshima cruza depoimentos reais dos sobreviventes com falas de personagens fictícios, recriando a hora da tragédia (8h15 do dia 6 de agosto de 1945) por meio de um relógio com ponteiros congelados. Diretor: Kaneto Shindô. Elenco: Nobuko Otowa, osamu Takizawa e Niwa Saito

Domingo, 10/06:

17 horas:

Sessão Extra 5
O mistério Picasso (1956, FRA, Henri-Georges Clouzot)
Igual um matador confrontando um touro, o artista aproxima-se do seu cavalete. Pablo Picasso, o mais influente artista do século XX, está fazendo arte, e Henry-Georges Clouzot, o famoso cineasta francês (As Diabólicas, O Salário do Medo), está fazendo um filme. Em 1955, Clouzot conseguiu convencer seu amigo Picasso a fazer um documentário de arte, onde ele registrava o momento da sua misteriosa criatividade. Para o filme, o mestre criou 20 telas. Usando uma tinta e papel especial, Picasso criou rapidamente fantásticos desenhos onde Clouzot foi filmando no lado inverso da tela, capturando sua criação em tempo real. Quando o artista decidiu pintar em óleo, Clouzot mudou a cor do filme e usou a técnica de animação em stop-motion. Pelo contrato, todas as telas pintadas foram destruidas quando o filme foi finalizado. Roteiro e Direção: Henry-Georges Clouzot. Fotografia: Claude Renoi. Música: Georges Auric. Elenco: Pablo Picasso

18h30
Sessão 35
E.T. – Emissário da terra (Rafael Favaretto Schlichting, 2009)

Um Emissário da Terra (E.T.) chega a um mundo lógico.  As pessoas do local se comportam de forma maquínica. O engenheiro chefe do lugar tenta mandá-lo embora como se previsse que algo viria a dar errado. O Invasor acaba no hospital. Lá, ele passa a pregar o evangelho. Os habitantes seguem seus ensinamentos e constroem uma igreja. No final, acontece o que o engenheiro chefe mais temia.


19 horas:
Sessão 7

O canto do mar (1953, BRA, Alberto Cavalcanti)
No litoral nordestino, que acolhe migrantes do sertão à espera de viagem para o Sul, o drama de uma família em desestruturação, devido a problemas financeiros e psicológicos motivados pela miséria. Companhia produtora: Kino Filmes S.A. Produção e direção: Alberto Cavalcanti Argumento: José Mauro de Vasconcelos. Roteirista: Alberto Cavalcanti; José Mauro de Vasconcelos.Elenco: Margarida Cardoso, Cacilda Lanuza, Aurora Duarte, Antonio Martineli, Ernani Dantas, Fernando Becker, Luiz Andrade, Alberto Vilar, Rui Saraiva, Alfredo Oliveira, Débora Borba, Glaucia Bandeira, Maria do Carmo Xavier, Miria Nunes, pescadores de Pernambuco, sertanejos de Pernambuco.

 
21 horas:
Sessão 35
Cerveja falada (Demétrio Panarotto, Guto Lima e Luiz H. Cudo, 2010)
Rupprecht Loeffler foi um senhor de 93 anos de idade. Sua profissão? Mestre cervejeiro. Ele e sua cervejaria, a “Canoinhense”, que está em atividade desde 1915, são os personagens deste documentário. Uma viagem no tempo.

21h30:
Sessão 9 e 30

Vento Norte (1951, BRA, Salomão Scliar)
Luta árdua de todos os dias de pescadores da costa do Atlântico, envolvidos em violenta tragédia sob a estranha pressão de uma ventania que sopra do norte e que traz consigo a miséria, reações violentas, transformando homens simples do mar em figuras guiadas pelo instinto primário da vingança e do ódio. Companhia produtora: Horizonte Produções Cinematográficas Ltda. Argumento: Josué Guimarães. Roteiro: Salomão Scliar e Eduardo Tanon. Direção: Salomão Scliar. Elenco: Roberto Battaglin, Patrícia Diniz, Manoel Macedo, Bera Scliar, Pescadores da Praia de Torres.

***A MOSTRA 26 é uma realização da Cinemateca Catarinense.

Co-realização: Museu da Imagem e do Som de SC – MIS.
Apoio: Cinemateca Brasileira e Cinemateca Uruguaia.
Patrocínio: Funcultural e Secretaria de Estado do Turismo, Cultura e Esporte – SOL. 

***Mais informações:
Cinemateca Catarinense (48) 3224.7239
contato@cinematecacatarinense.org

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