BANG BANG faz parte do ciclo de Cinema Marginal no Cine Pitangueira

Cinema Marginal
terça
02 de Julho 2013
20h

BANG BANG
de Andrea Tonacci
FIC|1971|93’|São Paulo|P&B

O talento excepcional de Andrea Tonacci fez de Bang bang, com suas imagens radicais e inventivas, um verdadeiro filme-laboratório. Durante muito tempo, é a esse filme que todos os experimentadores do cinema no país precisarão se voltar, para nele colher a experiência da liberdade e os variadíssimos ingredientes estilísticos e narrativos que o diretor soube oferecer na forma de cristais puros. A começar da extraordinária fotogenia urbana de Bang bang, que tanto tem a ensinar aos realizadores brasileiros — muitos deles incapazes de filmar suas cidades fora do padrão publicitário telenovelístico. É impressionante que o filme tenha como parte dominante de seu “cenário” a provinciana Belo Horizonte dos anos 1960-70. O modo como Tonacci transforma essa cidade num dos ambientes do cinema moderno brasileiro é um verdadeiro tour de force. Filme construído nos planos, mais que na montagem e no enredo, Bang bang destina à câmera uma autonomia explosiva. A segurança com que ela percorre ruas, invade interiores, segue personagens e também afronta estaticamente a cena é muito, muito humilhante para diretores medianos, que ficam a elucubrar, por minutos, se passam ou não do plano médio para o plano geral.

Em Bang bang, Tonacci é completa vontade de potência cinematográfica. E, afinal, Bang bang é um filme policial, em tom de sátira, cujos fundamentos provêm tanto das histórias em quadrinhos quanto do cinema burlesco. A narrativa quase não interessa, e mais um pouco até atrapalharia. Importa ao diretor extrair do personagem a sua intensidade visual e reduzir as cenas à condição de puro acontecimento cinematográfico, ou seja: de ilusionismo e catástrofe. Por isso este filme, sempre deliciosamente juvenil, amadurece como um dos documentos por excelência de sua época.

Alcino Leite Neto

Andrea Tonacci: Nasceu em Roma na Itália em 01/09/1944. Em 1953 a família transfere-se para São Paulo, Brasil, onde reside até hoje. Dirigiu e fotografou curtas e médias metragens até 1970 quando realizou o clássico BANG BANG. Foi um dos primeiros a utilizar equipamento de vídeo portátil no Brasil, e entre 1977 e 1984, realiza ampla documentação de culturas indígenas das Américas. Profissionalmente produz, escreve, dirige e fotografa documentários, ficções e institucionais. É pesquisador de linguagem audiovisual e atualmente dirige a ExtremArt, pequena empresa produtora, finalizadora e prestadora de serviços, dedicada à produção independente. Em 2008 lançou nos cinemas SERRAS DA DESORDEM, um dos filmes brasileiros mais elogiados pela crítica na última década.

O QUE: Cinema Marginal no Cineclube Pitangueira

QUANDO: terça-feira, 02 de Julho, 20h

ONDE: Casa das Máquinas – Praça Bento Silvério, Lagoa da Conceição

QUANTO: Entrada franca e livre

CLASSIFICAÇÃO: LIVRE

UMA REALIZAÇÃO: Cinemateca Catarinense
APOIO: Prefeitura Municipal de Florianópolis, Funcine, Fundação Franklin Cascaes – Casa das Máquinas

FONTES:  http://www.portalbrasileirodecinema.com.br

CONTATOS:

Cinemateca Catarinense (48) 3224.7239

Casa das Máquinas (48) 3232.1514

Coordenação: (48) 9168.1617

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